Sempre fui mulher de tomar as minhas próprias decisões, mas, e acima de tudo, sempre arquei, e arco, com as consequências das mesmas, tendo elas sido boas ou até mesmo más!
Desde bem cedo, sempre fui muito decidida no que queria para a vida - mesmo quando a vida teimava em me testar e me dar todas as provas possíveis, sempre fui em frente com as minhas decisões.
Quando optei vir trabalhar para longe de casa, não hesitei nem um pouco no momento de tomar essa decisão - afinal era uma jovem tão inexperiente mas com tantas ideias e tantos outros sonhos! Fiz as malas quase na hora e embarquei numa enorme aventura! Hoje quase catorze anos passados não me arrependo nada dessa minha decisão, mesmo quando me deparo que estou numa cidade sem praticamente ninguém - há momentos que são desesperantes por querer uma cara amiga, uma voz aconchegante e tudo o que temos (eu o Luís) é o silêncio!
Às vezes chega a ser uma dor insuportável de querermos estar com os nossos, abraça-los, senti-los e tantas vezes temos que nos contentar com a voz que nos chega do outro lado da linha!
E quando o Luís teve o enfarte... o horror... ele perdido e sozinho num hospital e eu?!?! Eu completamente perdida numa cidade tão conhecida para mim mas desconhecida de mim!
Não há um dia que não sinta essa falta de não poder estar com os meus, mas não passo um dia sequer a pensar em "ses" nem a lamentar essa minha decisão - afinal foi uma das melhores decisões que alguma vez tomei, que me transformou na excelente profissional que sou hoje!
Sempre fui muito decidida sobre o querer, ou não querer, ter filhos! Nunca fui de me preocupar sobre o que a sociedade pensa ou pode vir a pensar sobre eu nunca ter equacionado a possibilidade de ter - afinal sou tão abençoada pelos sobrinhos que Deus me deu!
Sempre decidi não ter filhos, porque sei que não seria a melhor mãe... vivo muito a minha actividade profissional e seria impensável ter um filho para a avó Ana cuidar, até porque a avó Ana também já não tem a saúde que tinha antes!
Seria impensável para mim ter um filho e continuar a ter aqueles meus momentos como algumas vezes tenho - sim, aqueles momentos que só quero, e preciso, de estar sozinha entregue ao meu pensamento e escrita!
Seria inconcebível para mim ter um filho que pudesse ver o pior que tenho em mim - sim, porque eu também tenho os meus maus momentos! Seria de um enorme egoísmo da minha parte ter um filho só para agradar aos olhos dos outros!
E seria doloroso para mim querer-lhes dar tantas coisinhas, tantas coisinhas necessárias e precisas e me ver impossibilitada de o fazer!
E mesmo quando começo a contemplar o meu futuro, um futuro bastante solitário e triste por saber que quando um dia for velhinha, não terei o abraço e a protecção de um filho,e os miminhos de uns possíveis netos.
E mesmo depois de ter bem em mente as consequências do que será esta minha dura realidade, persisto nesta minha decisão de não ter - para muitos sou uma mera egoísta que só pensa em si mesma!
Para muitos pode ser egoísmo - eu prefiro-lhe chamar altruísmo!
Desde bem cedo, sempre fui muito decidida no que queria para a vida - mesmo quando a vida teimava em me testar e me dar todas as provas possíveis, sempre fui em frente com as minhas decisões.
Quando optei vir trabalhar para longe de casa, não hesitei nem um pouco no momento de tomar essa decisão - afinal era uma jovem tão inexperiente mas com tantas ideias e tantos outros sonhos! Fiz as malas quase na hora e embarquei numa enorme aventura! Hoje quase catorze anos passados não me arrependo nada dessa minha decisão, mesmo quando me deparo que estou numa cidade sem praticamente ninguém - há momentos que são desesperantes por querer uma cara amiga, uma voz aconchegante e tudo o que temos (eu o Luís) é o silêncio!
Às vezes chega a ser uma dor insuportável de querermos estar com os nossos, abraça-los, senti-los e tantas vezes temos que nos contentar com a voz que nos chega do outro lado da linha!
E quando o Luís teve o enfarte... o horror... ele perdido e sozinho num hospital e eu?!?! Eu completamente perdida numa cidade tão conhecida para mim mas desconhecida de mim!
Não há um dia que não sinta essa falta de não poder estar com os meus, mas não passo um dia sequer a pensar em "ses" nem a lamentar essa minha decisão - afinal foi uma das melhores decisões que alguma vez tomei, que me transformou na excelente profissional que sou hoje!
Sempre fui muito decidida sobre o querer, ou não querer, ter filhos! Nunca fui de me preocupar sobre o que a sociedade pensa ou pode vir a pensar sobre eu nunca ter equacionado a possibilidade de ter - afinal sou tão abençoada pelos sobrinhos que Deus me deu!
Sempre decidi não ter filhos, porque sei que não seria a melhor mãe... vivo muito a minha actividade profissional e seria impensável ter um filho para a avó Ana cuidar, até porque a avó Ana também já não tem a saúde que tinha antes!
Seria impensável para mim ter um filho e continuar a ter aqueles meus momentos como algumas vezes tenho - sim, aqueles momentos que só quero, e preciso, de estar sozinha entregue ao meu pensamento e escrita!
Seria inconcebível para mim ter um filho que pudesse ver o pior que tenho em mim - sim, porque eu também tenho os meus maus momentos! Seria de um enorme egoísmo da minha parte ter um filho só para agradar aos olhos dos outros!
E seria doloroso para mim querer-lhes dar tantas coisinhas, tantas coisinhas necessárias e precisas e me ver impossibilitada de o fazer!
E mesmo quando começo a contemplar o meu futuro, um futuro bastante solitário e triste por saber que quando um dia for velhinha, não terei o abraço e a protecção de um filho,e os miminhos de uns possíveis netos.
E mesmo depois de ter bem em mente as consequências do que será esta minha dura realidade, persisto nesta minha decisão de não ter - para muitos sou uma mera egoísta que só pensa em si mesma!
Para muitos pode ser egoísmo - eu prefiro-lhe chamar altruísmo!

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