Tento pensar em tanta coisa para te dizer, mas não consigo... As palavras não aparecem, as lágrimas começam a cair e tantos pensamentos assombram meu espírito. Ultimamente, as palavras trocadas entre nós são palavras de dor, mágoa, revolta, ressentimentos, palavras que nenhuma filha deveria dizer nem uma mãe, principalmente a minha, mereceria ouvir.
Ao longo destes anos, a vida, ou melhor dizendo, os azares, as injustiças desta vida, tem nos afastado uma da outra...
Quantas vezes sinto que invertemos os papéis, parece que passei eu a ser a mãe (logo eu que tenho todas as qualidades e defeitos da avó) e tu a filha, dando te sermões e raspanetes... e dizendo coisas horríveis insuportáveis de se ouvir... Sei que se a avó ainda estivesse connosco seria isto o que ela faria, ela que sempre fora uma mulher com uma força, resiliência e determinação de deixar qualquer um querer ser só um bocadinho do grande exemplo que ela era!
Mas eu não sou a avó... por muito que tenha algumas parecenças com ela, sei que não te consigo transmitir tudo aquilo que ela te transmitia... e isso dói... dói por te ver tantas vezes desamparada a precisar de um colinho de uma mãe, dói ver-te tão desesperada por umas palavras de conforto e força que só uma mãe sabe dar, dói por saber que sentes falta do abraço e do beijo da tua mãe, e eu sei que nunca os nossos abraços, os nossos beijos, por mais cheios de amor que possam ter, nunca serão os mesmos da tua mãe...
E por saber que sentes tanta a falta dela, ainda hoje, já alguns anos passados, eu tento te dar tudo aquilo que eu sei que ela te daria, tanto nas coisas boas como nas más, tanto nas palavras de incentivo assim como nas palavras mais duras e frias...
Ninguém me conhece tão bem como tu, sabes que num minuto sou a pessoa mais fria, cruel e até mesmo despida de qualquer emoção, como no minuto seguinte sou a pessoa mais meiga, carinhosa, preocupada, tão quente de sentimentos e afectos.
Sei que não sou a filha perfeita, mas tento, todos os dias, transformar só para ti todas as minhas imperfeições nos sentimentos mais puros e bonitos, mesmo quando no calor do momento, sou exactamente o contrário. Sei que com o passar dos anos, vou te dando cada vez mais valor, mesmo que às vezes possa não parecer, porque não consigo imaginar a dor de um dia ficar sem ti e porque sei se um dia isso acontecer, eu não terei nem um abraço nem um beijo de uma filha para sossegar a minha dor...
Por isso, mesmo com todos os empurrões que a vida nos tem dado, todos os safanões e desilusões que ela nos faz viver, nesta minha eterna infelicidade, sou muito feliz porque te tenho a ti, minha querida mãe!!
Ao longo destes anos, a vida, ou melhor dizendo, os azares, as injustiças desta vida, tem nos afastado uma da outra...
Quantas vezes sinto que invertemos os papéis, parece que passei eu a ser a mãe (logo eu que tenho todas as qualidades e defeitos da avó) e tu a filha, dando te sermões e raspanetes... e dizendo coisas horríveis insuportáveis de se ouvir... Sei que se a avó ainda estivesse connosco seria isto o que ela faria, ela que sempre fora uma mulher com uma força, resiliência e determinação de deixar qualquer um querer ser só um bocadinho do grande exemplo que ela era!
Mas eu não sou a avó... por muito que tenha algumas parecenças com ela, sei que não te consigo transmitir tudo aquilo que ela te transmitia... e isso dói... dói por te ver tantas vezes desamparada a precisar de um colinho de uma mãe, dói ver-te tão desesperada por umas palavras de conforto e força que só uma mãe sabe dar, dói por saber que sentes falta do abraço e do beijo da tua mãe, e eu sei que nunca os nossos abraços, os nossos beijos, por mais cheios de amor que possam ter, nunca serão os mesmos da tua mãe...
E por saber que sentes tanta a falta dela, ainda hoje, já alguns anos passados, eu tento te dar tudo aquilo que eu sei que ela te daria, tanto nas coisas boas como nas más, tanto nas palavras de incentivo assim como nas palavras mais duras e frias...
Ninguém me conhece tão bem como tu, sabes que num minuto sou a pessoa mais fria, cruel e até mesmo despida de qualquer emoção, como no minuto seguinte sou a pessoa mais meiga, carinhosa, preocupada, tão quente de sentimentos e afectos.
Sei que não sou a filha perfeita, mas tento, todos os dias, transformar só para ti todas as minhas imperfeições nos sentimentos mais puros e bonitos, mesmo quando no calor do momento, sou exactamente o contrário. Sei que com o passar dos anos, vou te dando cada vez mais valor, mesmo que às vezes possa não parecer, porque não consigo imaginar a dor de um dia ficar sem ti e porque sei se um dia isso acontecer, eu não terei nem um abraço nem um beijo de uma filha para sossegar a minha dor...
Por isso, mesmo com todos os empurrões que a vida nos tem dado, todos os safanões e desilusões que ela nos faz viver, nesta minha eterna infelicidade, sou muito feliz porque te tenho a ti, minha querida mãe!!
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