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Há dias...

    Há dias que nos sentimos assim: rejeitados, incompreendidos, desiludidos, sem vontades, enfim, todos os adjectivos mais deprimentes que a nossa língua pode ter!...
    Há dias em que o Sol se esconde e permanece escondido por detrás das mais escuras nuvens tornando o dia mais sombrio...
    Há dias em que a nossa cama parece ser o refúgio de um escape à vida real que tem dias que não a queremos enfrentar, quanto mais, viver...
    Há dias em que já não conseguimos mais reter tantas lágrimas que outrora deixaram de cair...
    Há dias que só nos apetece libertar todos os gritos contidos que aprisionámos tantas vezes sem conta...
    Há dias que a paciência inesgotável de outros dias começa a secar deixando pingar a última gota...
    Há dias que as nossas palavras se tornam num silêncio ensurdecedor na esperança que alguém se preste a ouvir o que elas realmente têm para dizer...
    Há dias em que só precisamos que alguém nos abrace num forte e silencioso abraço e nos ame incondicionalmente para sempre mesmo nestes "há dias"!
    Há dias... e hoje... é um desses dias...




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Eu e as minhas decisões

Sempre fui mulher de tomar as minhas próprias decisões, mas, e acima de tudo, sempre arquei, e arco, com as consequências das mesmas, tendo elas sido boas ou até mesmo más! Desde bem cedo, sempre fui muito decidida no que queria para a vida - mesmo quando a vida teimava em me testar e me dar todas as provas possíveis, sempre fui em frente com as minhas decisões.  Quando optei vir trabalhar para longe de casa, não hesitei nem um pouco no momento de tomar essa decisão - afinal era uma jovem tão inexperiente mas com tantas ideias e tantos outros sonhos! Fiz as malas quase na hora e embarquei numa enorme aventura! Hoje quase catorze anos passados não me arrependo nada dessa minha decisão, mesmo quando me deparo que estou numa cidade sem praticamente ninguém - há momentos que são desesperantes por querer uma cara amiga, uma voz aconchegante e tudo o que temos (eu o Luís) é o silêncio!  Às vezes chega a ser uma dor insuportável de querermos estar com os nossos, abraça-los, senti-los...

Silêncio Ensurdecedor

Chegamos a uma certa altura na nossa vida em que muitas coisas deixam de fazer sentido, ou porque deixamos de ter tanta paciência para certas e determinadas atitudes ou porque chegamos aquela fase do "Que se lixe"! Quantas vezes medimos as palavras, as atitudes para sermos o chamado politicamente correcto?! Já para não falar de quantas vezes nos remetemos ao silêncio, algumas vezes disfarçado de burrice, só para não causar situações inconvenientemente embaraçosas... E todas aquelas vezes que respiramos fundo e viramos as costas só para evitar discussões e atitudes mais impulsivas onde alguém acaba sempre por sair magoado... Quantas vezes temos que ser socialmente cínicos só porque temos determinados olhares postos em nós e umas mentes que chegam a ser diabólicas prontas a nos julgar... Mas para quê?? Para quê tentar agradar a quem não merece, de todo, qualquer tipo de agrado? Para quê ser politicamente correcto para quem o errado é que faz sentido?! Perdemos tanto tempo...

A MINHA DOR

Lágrimas que caem... E hoje teimam em não parar... Estou tão saturada... Por me sentir tão frustrada... Por não conseguir esta vida de merda mudar! Tiraram me tudo... E fiquei sem nada... E sem me perceberem... Ainda sou condenada! Sempre fui boa filha, irmã, tia, amiga... Sempre todos estiveram em primeiro lugar... No meu pensamento e nas minhas acções... Mesmo que eu me tivesse que prejudicar! E sempre me prejudiquei... Por carinho e por amor... E hoje só consigo sentir... Um enorme vazio e enorme dor!