Há dias que nos sentimos assim: rejeitados, incompreendidos, desiludidos, sem vontades, enfim, todos os adjectivos mais deprimentes que a nossa língua pode ter!... Há dias em que o Sol se esconde e permanece escondido por detrás das mais escuras nuvens tornando o dia mais sombrio... Há dias em que a nossa cama parece ser o refúgio de um escape à vida real que tem dias que não a queremos enfrentar, quanto mais, viver... Há dias em que já não conseguimos mais reter tantas lágrim as que outrora deixaram de cair... Há dias que só nos apetece libertar todos os gritos contidos que aprisionámos tantas vezes sem conta... Há dias que a paciência inesgotável de outros dias começa a secar deixando pingar a última gota... Há dias que as nossas palavras se tornam num silêncio ensurdecedor na esperança que alguém se preste a ouvir o que elas realmente têm para dizer... Há dias em que só precisamos que alguém nos abrace num forte e silencioso abraço e nos ame incondicionalmente ...