Não sou mãe por opção mas sou tia com todo o meu coração! Amo incondicionalmente os meus sobrinhos, de sangue e de coração, como ama uma mãe, tento ser conselheira e ouvinte dos seus desabafos como uma verdadeira amiga é, tento passar valores que aprendemos e nos foram transmitidos pelos avós, e principalmente porque muitas vezes nós tias somos a calma quando a mãe não a tem, somos a voz tranquila depois de um sermão, e conseguimos quase sempre chamá- los à razão com palavras e não com "puxões de orelhas"!! Confesso que se me dissessem que teria que escolher entre ser mãe ou ser tia, eu preferia ser tia porque sei que não seria o mesmo enquanto mãe!!
Sempre fui mulher de tomar as minhas próprias decisões, mas, e acima de tudo, sempre arquei, e arco, com as consequências das mesmas, tendo elas sido boas ou até mesmo más! Desde bem cedo, sempre fui muito decidida no que queria para a vida - mesmo quando a vida teimava em me testar e me dar todas as provas possíveis, sempre fui em frente com as minhas decisões. Quando optei vir trabalhar para longe de casa, não hesitei nem um pouco no momento de tomar essa decisão - afinal era uma jovem tão inexperiente mas com tantas ideias e tantos outros sonhos! Fiz as malas quase na hora e embarquei numa enorme aventura! Hoje quase catorze anos passados não me arrependo nada dessa minha decisão, mesmo quando me deparo que estou numa cidade sem praticamente ninguém - há momentos que são desesperantes por querer uma cara amiga, uma voz aconchegante e tudo o que temos (eu o Luís) é o silêncio! Às vezes chega a ser uma dor insuportável de querermos estar com os nossos, abraça-los, senti-los...

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