Confesso que não consigo viver de aparências muito menos viver para a fotografia ficar, perante os outros, sempre bonita! Sim... aquela fotografia para todos acharem que a vida é um lindo mar de rosas, cheio de estrelinhas cintilantes! Aquela fotografia cheia de abraços e beijinhos... fotografias onde há amor e ternura, carinho e miminho! Aquela fotografia para mostrar perfeição, dedicação, e tudo o que a vida tem de mais bonito! Não!! Minha vida não é um mar de rosas... e se tem algumas rosas, acreditem que são das mais espinhosas que pode haver!! Não!! As únicas estrelas que sou brindada, são mesmo aquelas que brilham de noite, e só mesmo quando o céu não está nublado!! Não!! Não sei dar beijinhos e abraços propositados, não consigo mostrar afectos que não existem só para ficar bem na fotografia! Quando amo, amo e amo com toda a minha força e a minha mais pura essência... mas quando desisto... esqueçam! Não vale mais a pena! Não sei fingir afectos e atitudes e rev...
Às vezes dizemos coisas que só servem para tirar qualquer peso de uma possível culpa de cima dos ombros de outra pessoa. Dizemos coisas que sabemos que de certa forma servirão apenas para aliviar possíveis arrebates de consciência, mesmos que essas coisas, proferidas por nós mesmos, nos torturam e magoam profundamente! Passamos anos a dizer que não queremos muitas coisas para a nossa vida... e talvez, naquela altura, não as quiséssemos de todo... ... e vamo-las dizendo-o sempre... sempre, mesmo quando a vontade já era outra... a vontade do passado já não era, de todo, a vontade do presente! No entanto, continuávamos a dize-lo assertivamente para alivio de tantos! Afinal sabemos os enormes problemas que seriam se... o peso que daríamos e seriamos para quem já carrega tanto!! Para muitos, a felicidade dos outros estava e esteve, muitas vezes, acima da própria! Então, para não criar sentimentos de culpa, pesos, preferimos não falar sequer... mais do que quaisquer sentimentos de alivio...